segunda-feira, 10 de outubro de 2016

7- A Escala Diatônica

Escala Diatônica é a reunião das sete notas musicais que guardam entre si intervalos de Tom ou de Semitom. Se você não sabe o que significa Tom e Semitom clique aqui e aprenda esse conceito antes de prosseguir.

Escala Diatônica de Dó Maior (ou escala Maior de Dó): É a Sequência das sete notas musicais conhecidas que guardam entre si intervalos bem definidos, conforme segue:

Intervalo entre:        

                         Dó e Ré -----   Tom
                         Ré e Mi -----   Tom
                         Mi e Fá -----   Semitom
                         Fá e Sol ----   Tom
                         Sol e Lá ----   Tom
                         Lá e Si -------  Tom
                         Si e Do -------  Semitom

Mas existe também uma Escala Menor? Veremos a seguir:

A Escala Maior de Dó pode ser considerada a Escala "Modelo" ou "Mãe" de todas as escalas maiores, pois todas as outras deverão ter a mesma estrutura da Escala de Dó Maior, com relação aos intervalos (distâncias) entre suas notas: 

Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom - Tom - Semitom

A Propósito, as Escalas Menores existem sim, elas possuem uma outra estrutura a qual estudaremos mais tarde, mas também têm origem na escala maior.

Observe no Teclado que como entre Dó e Ré existe a distância de 2 semitons há entre essas notas uma tecla preta que ainda não sabemos o nome. Isto ocorre também entre Ré e Mi, Fá e Sol, Sol e Lá, Lá e Si.




Observe que como entre Mi e Fá e Si e Dó o intervalo é de semitom, essas teclas estão juntas (não há nenhuma outra entre elas).

Para você aprender mais sobre a importância da Escala, abaixo Você verá um vídeo do Canal do Youtube Descomplicando a Música.


https://youtu.be/ZhRceLvP8Ao

6- Semitom e o Tom

Semitom é a menor distância (ou intervalo) entre dois sons. No teclado representa o intervalo entre qualquer tecla e a próxima tecla imediatamente à sua direita ou imediatamente à sua esquerda. No violão e guitarra representa o deslocamento de uma nota tocada em uma determinada corda, presa em uma casa qualquer e a nota imediatamente à direita ou Imediatamente à esquerda. Ou seja, é a distância menor entre duas notas, seja subindo ou descendo a escala.



Tom é a Distância (ou Intervalo no sentido de deslocamento) formado por dois semitons consecutivos. No teclado, após tocarmos qualquer tecla, para subirmos 1 Tom precisamos pular uma tecla e tocar a seguinte (ou deslocar duas teclas acima). No violão e guitarra, ao tocarmos em uma casa qualquer, basta pularmos a casa ao lado e tocarmos na próxima casa, ou seja, se quisermos tocar uma nota 1 Tom acima precisamos deslocar em direção ao corpo do instrumento. Nesse caso estaremos deslocando para duas casas acima (ou dois semitons acima). Da mesma forma se quisermos tocar uma nota qualquer para 1 Tom abaixo precisamos deslocar duas casas abaixo (ou dois semitons abaixo) em direção à cabeça do instrumento. Por isso dizemos que 1 Tom = 2 Semitons.


5- As Sete notas musicais

Conforme vimos anteriormente as notas musicais são 7: 

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. 

Mas não pára no Si, logo após ele teremos novamente outro Dó, e isso acorre infinitamente, e a esse novo dó chamamos de Oitava, por ocupar a 8ª posição na escala, começando assim um novo ciclo Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, uma oitava acima. Isso porque se numerarmos todas as notas teremos: 1(Dó), 2(Ré), 3(Mi), 4(Fá), 5(Sol), 6(Lá), 7(Si), 8(Dó), etc... Como o 2º Dó ocupa a 8ª posição na sequência mencionada, dizemos que esse 2º Dó é uma Oitava acima do 1º Dó. Essa nova escala, apesar de ter os mesmos nomes, se difere da anterior na afinação, ou altura das notas, pois ficam cada vez mais agudas, como se estivéssemos "subindo uma escada". Observe na figura abaixo:



Consideramos muito importante a fixação do conceito de escala onde cada nota soa mais alta ou mais baixa que a outra. Quando tocamos essas notas na sequência natural, percebemos que elas “sobem” em afinação, como numa escada, em que cada nota posterior vai se tornando uma nota mais aguda, ou seja, de sonoridade mais alta. Chamamos isso de Escala Ascendente. Da mesma forma, se tocadas na ordem inversa, percebemos que estamos "descendo" essa escada, ou seja, as notas vão ficando cada vez mais graves. Então chamaremos de Escala Descendente.



4- Elementos da Música

A música é formada basicamente por 3 elementos: Melodia, Harmonia e Ritmo.

Melodia: Consiste na sucessão dos sons combinados ao silêncio, formando um sentido musical. Ou seja, é a execução de uma nota de cada vez em sequência.
Exemplo: Voz humana, Saxofone, Trompete, Flauta, etc. Qualquer instrumento que não possa executar mais de uma nota por vez executa uma melodia.

Harmonia: É a execução simultânea de vários sons combinados, de forma que fique agradável ao ouvido.
Exemplo: Violão, Guitarra, Piano, Coral, etc. Qualquer instrumento que consiga executar mais de uma nota ao mesmo tempo executa uma harmonia.

Ritmo: É o elemento que coordena a execução da música, impondo algumas regras de andamento (mais rápido ou mais lento), caracterizando assim a pulsação ou o estilo de execução ou ainda levada da música: Rock, Blues, Jazz, Dancing, Valsa, etc.

Observação: Andamento diz respeito ao quanto é mais rápida ou mais lenta a execução dos tempos da música. É medido em BPM (batidas por minuto) através de um instrumento chamado de Metrônomo.

Para você entender melhor o conceito desses três elementos da música assista ao vídeo Melodia, harmonia e ritmo - Direto ao ponto! do canal do Youtube do Caique Brito.





https://youtu.be/SGF0-SJVqBg

3- Definição de Música

Música é a arte de se expressar através da combinação de sons e silêncio, conforme certas regras estabelecidas, ou simplesmente livremente, de acordo com as diferentes culturas.

Assista a esse vídeo muito elucidativo do Canal do Youtube Cordas e Música onde fica muito bem explicado a definição de Música.


https://www.youtube.com/watch?v=VWX5AYLxgQ8

domingo, 29 de março de 2015

A História do Piano


Nesta publicação reuni a História do Piano desde a invenção do Cravo, sintetizando as informações mais importantes deste incrível instrumento musical.



O CRAVO
O cravo é um instrumento muito antigo. Teve origem na alta Idade Média, numa época em que houve vários avanços na fabricação de mecanismos e máquinas pré-modernas. As referências mais antigas, escritas sobre o instrumento datam dos anos 1300. Assim como o Piano, é um instrumento de cordas, mas as mesmas são pinçadas ou beliscadas, e não percutidas com martelos, como acontece com o Piano. Pode possuir um ou dois teclados sobrepostos e seu formato é em forma de asa, parecido com o Piano de Cauda.

A ESPINETA


Da família dos cravos, é um instrumento musical de cordas beliscadas, com uma pena de ave, mais especificamente pena de pato. Foi construído por Giovanni Spinetti, em 1503 na cidade de Veneza. As menores medem cerca de 1,17 metros. Seu formato característico é o triangular.


VIRGINAL


Também da família dos cravos, é a mais simples variação, caracterizado por uma caixa pequena e retangular, também de cordas beliscadas, montadas paralelamente ao teclado sobre o lado mais longo da caixa.

O CLAVICÓRDIO



O Clavicórdio produz um som com volume suficiente para atuações. No clavicórdio o som é produzido pela percussão ou batimento de martelos que permanecem em contato com a corda, que pode ser de bronze ou ferro. Uma das primeiras referências ao clavicórdio surge na Inglaterra, no reinado de Henrique VII, pela rainha Isabel de York, numa entrada do seu diário de Agosto de 1502: "The same day, Hugh Denys for money by him delivered to a stranger that gave the queen a payre of clavycordes. In crowns form his reward IIII libres."

Embora muitos dos instrumentos construídos antes de 1730 fossem pequenos (4 oitavas, 1,2 metros de comprimento), estes novos instrumentos chegavam a ter mais de 2 metros e 6 oitavas de extensão.

O PIANO
Teve a sua primeira referência publicada em 1711, no "Giornale dei Litterati d'Italia" por motivo da sua apresentação em Florença pelo seu inventor Bartolomeo Cristofori, sendo aperfeiçoado constantemente até as atuais características. No piano, a corda é percurtida por martelos, mas o mesmo afasta-se da corda imediatamente após tocá-la deixando-a vibrar livremente. 

A essência dessa nova invenção, residia na possibilidade de dar diferentes intensidades aos sons e por isso recebeu o nome de "piano-forte" (que vai do pianíssimo ao fortíssimo) e mais tarde, reduzido apenas para piano.Os modelos são: Piano Vertical e Piano de Caldas. O piano vertical tem a armação e as cordas colocadas verticalmente. A armação pode ser feita em metal ou madeira. Os martelos não se beneficiam da força da gravidade. O piano de cauda tem a armação e as cordas colocadas horizontalmente. 
Necessita por isso de um grande espaço, pois é bastante volumoso. É adequado para salas de concerto com tetos altos e boa acústica. Existem diversos modelos e tamanhos, entre 1,8 e 3 m de comprimento e 620 kg.


Abaixo alguns esquemas de mecanismos de Piano Vertical e de Caudas:



Seguem dois vídeos no Youtube que demonstram a execução de uma mesma música tocadas no Cravo e no Piano, ouçam o quanto o timbre evoluiu:

Prelúdio em Dó Maior BWV 846 (J. S. Bach) - Maria José Carrasqueira
Canal do Youtube MUSICAL ART CHANNEL





J. S. Bach: Prelúdio e Fuga em Dó Maior (BWV 846) - Sviatoslav Richter, piano
Canal do Youtube Pianoplayer002's Classical Scores

É claro que a evolução não termina por aqui. O Piano evoluiu para o Teclado, mas isto é assunto para outro tópico. Aguardem.

sábado, 21 de março de 2015

2- Introdução à Teoria Musical Básica

Todo mundo, quando criança, aprendeu na escola as sete notas musicais: 


Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. 
Se Olharmos um teclado e tocarmos somente as teclas brancas, a partir da tecla específica descrita na figura abaixo, na ordem da esquerda para a direita, estaremos executando a famosa escala de Dó Maior.



Observe que tocadas na sequência da esquerda para a direita, percebemos que os tons “sobem” em afinação, como se estivéssemos “subindo” uma escada, em que cada nota posterior vai se tornando uma nota mais aguda, ou seja, de Tom mais alto. Chamamos a isso de Escala Ascendente. Da mesma forma, se tocadas na ordem inversa, da direita para a esquerda, percebemos que estamos "descendo" essa escada, então chamaremos de Escala Descendente.

   

Mas surgem algumas perguntas:

        O que é Escala Maior?
        Existe uma Menor?
        Porque o Dó se repete sempre logo após o Si?
        E as teclas pretas do piano, quais são os nomes delas?

Essas e outras Tantas perguntas que surgirão pretendemos responder neste Blog. 

Mas precisamos Ordenar as informações para que o aprendizado ocorra de forma gradual e naturalmente. Então se você tem interesse em "viajar ao mundo da música" vem conosco.

Alguns conceitos iniciais são muito importantes. É o que estudaremos nos tópicos seguintes.